Morte de Leandro completou 28 anos e ainda emociona fãs que lembram o cantor torcendo pelo Brasil antes da partida contra a Noruega.

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O cantor sertanejo  segue como uma das ausências mais sentidas da música sertaneja. Vinte e oito anos depois, sua morte ainda carrega a força de uma comoção nacional.

Leandro, irmão e parceiro de Leonardo, morreu em 23 de junho de 1998, aos 36 anos, após lutar contra um câncer raro na região do tórax. A notícia abalou o país no mesmo dia em que o Brasil enfrentaria a Noruega na Copa do Mundo da França.

A partida da Seleção ficou marcada por um clima estranho para muitos brasileiros. De um lado, havia a expectativa pela Copa. Do outro, a dor pela perda de um dos artistas mais queridos do sertanejo.

Naquele período, a dupla formada pelos irmãos  viviam o auge da carreira. A dupla havia conquistado o Brasil com sucessos como “Pense em Mim”, “Entre Tapas e Beijos” e “Não Aprendi Dizer Adeus”.

Leandro e Leonardo viveram comoção antes da Copa

Leandro e Leonardo (Foto: Arquivo Pessoal)

A imagem de Leandro e Leonardo daquele tempo ainda mexe com quem acompanhou a dupla nos anos 1990. Eram dois irmãos goianos que saíram de uma vida simples e se tornaram fenômeno nacional.

Dias antes da morte, uma cena ficou eternizada. O irmão de Leonardo  apareceu na varanda de um apartamento, já debilitado pelo tratamento, enrolado em um pano verde e amarelo para torcer pelo Brasil.

A lembrança foi resgatada por Ede Cury, então assessora da dupla. Segundo ela, o cantor havia pedido uma bandeira para acompanhar o jogo da Seleção, mesmo enfrentando os efeitos da quimioterapia.

O gesto simples virou símbolo. Era o artista já fragilizado, mas ainda conectado ao país, ao futebol e à esperança de dias melhores.

O cantor sertanejo descobriu a doença após sentir fortes dores no peito. O diagnóstico apontou tumor de Askin, um tipo raro e agressivo de câncer na parede torácica, conforme registram dados biográficos sobre o cantor.

Morte de Leandro deixou sonho interrompido

Leandro (Foto: Aqruivo pessoal)

A morte de Leandro interrompeu planos que iam além da música. Pessoas próximas contam que ele sonhava em cantar até os 50 anos e, depois, entrar para a vida pública em Goiás.

O cantor também deixou quatro filhos: Thiago, Lyandra, Leandrinho e Leandro Borges. Parte da família seguiu caminhos discretos, enquanto outros mantiveram ligação com a arte e com a memória do pai.

Thiago chegou a formar dupla com Pedro Leonardo, filho de Leonardo. Lyandra se formou em medicina. Leandrinho seguiu carreira fora dos holofotes, e Leandro Borges teve a paternidade reconhecida anos depois por exame de DNA.

Antes de morrer, Leandro ainda teria feito um pedido especial à mãe: que fosse criada uma instituição para ajudar pessoas em tratamento contra o câncer. O desejo deu origem à Casa de Apoio São Luiz, em Goiás.

Esse detalhe ajuda a explicar por que sua história permanece tão forte. Leandro não deixou apenas músicas. Deixou memória, família, legado e uma marca afetiva difícil de apagar.

Leandro completou 28 anos de saudade em 2026, mas continua vivo na voz de Leonardo, nas lembranças dos fãs e nas canções que ajudaram a moldar o sertanejo romântico no Brasil.

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Hedmilton Rodrigues é fundador e sócio do portal Movimento Country, jornalista e especialista em música sertaneja. Desde 1999, acompanha de perto o mercado musical brasileiro, cobrindo lançamentos, bastidores, artistas, negócios da música e as principais transformações do segmento sertanejo no Brasil. Com mais de duas décadas de experiência, assina conteúdos com análise, contexto e conhecimento de mercado, fortalecendo a credibilidade das notícias publicadas no portal.

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