Cantor vira alvo de buscas em sistemas federais após cobrança de mais de R$ 864 mil ganhar novo capítulo.
Kauan, da dupla Matheus e Kauan, entrou no centro de uma movimentação judicial que promete gerar forte repercussão nos bastidores do sertanejo.
Kauan é alvo de uma nova determinação da Justiça, que autorizou consultas em sistemas federais para tentar localizar um endereço atualizado do cantor sertanejo.
A medida foi tomada em uma ação de cobrança movida por Edison João Geraissate Filho. O valor cobrado no processo ultrapassa R$ 864 mil, segundo as informações constantes nos autos.
O ponto que chama atenção é que, até agora, o artista não teria sido encontrado pelos oficiais de Justiça para receber a citação formal do processo.
Na prática, isso não significa condenação. A ordem busca permitir que Kauan seja oficialmente notificado, possa constituir defesa e se manifeste na ação.
Kauan pode ser localizado por sistemas federais

A decisão foi assinada pelo juiz Carlos Henrique Loução. O magistrado autorizou consultas em plataformas usadas pelo Judiciário para cruzamento de dados financeiros, fiscais, patrimoniais e cadastrais.
Entre os sistemas citados estão Sisbajud, Renajud, Infojud e Sniper. Essas ferramentas podem apontar informações ligadas a contas bancárias, veículos, declarações fiscais e vínculos empresariais.
A ofensiva foi autorizada após tentativas anteriores de localização física não avançarem. O objetivo é encontrar um endereço residencial ou comercial atualizado para que a citação seja cumprida.
Caso as buscas não sejam suficientes, a parte autora poderá pedir informações a concessionárias de serviços públicos e operadoras de telefonia.
Na lista aparecem empresas como Equatorial, Saneago, Vivo, TIM e Claro, que podem fornecer cadastros vinculados ao nome do músico.
O caso envolve Matheus e Kauan apenas pela identificação pública do artista. A ação, conforme relatado, mira Kauan individualmente em uma disputa de natureza cível.
Ação de cobrança envolve cheque de R$ 864 mil
A ação de cobrança teve início em dezembro de 2025. O autor cobra exatamente R$ 864.012,97 do cantor, em uma disputa que teria origem em uma folha de cheque.
De acordo com a petição, o cheque teria sido emitido e assinado por Kauan como garantia de um suposto empréstimo feito por uma terceira pessoa.
O documento, ainda segundo a versão apresentada na ação, acabou sendo repassado ao atual credor. Quando Edison tentou descontar o cheque, a ordem de pagamento teria sido sustada ou revogada.
Desde então, o processo passou a enfrentar um obstáculo central: a ausência de citação do réu. Sem essa etapa, a ação fica travada e não avança para a fase de defesa.
A nova decisão tenta destravar justamente esse ponto. A Justiça quer localizar Kauan para que o processo siga o rito normal, com manifestação das partes.
Por se tratar de uma ação cível, a medida não deve ser confundida com investigação criminal, mandado de prisão ou condenação definitiva.
Kauan agora vê seu nome ligado a uma disputa judicial de alto valor, com varredura em sistemas federais e uma pergunta que deve dominar a repercussão: onde a Justiça conseguirá notificá-lo?
