Filho de cantor lança sertanejo para o público gay, o “Pocnejo”

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Gabeu, filho do cantor sertanejo Solimões, que faz dupla com Rionegro, seguiu os passos do pai e acabou de se lançar como cantor sertanejo.

Segundo Fefito, da Jovem Pan, Gabeu, homossexual assumido, pretende inaugurar um novo gênero musical na música country brasileira: o pocnejo. Para quem não sabe, “poc” é um termo comumente usado na comunidade LGBT para denominar gays.

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A primeira música lançada por Gabeu se chama “Amor Rural”, e tem uma temática LGBT. Ele compôs a canção em parceria com o seu namorado, Well Soares. ” O mercado sertanejo ainda é muito escasso de representatividade”, afirmou o cantor, de 20 anos.

Solimões, pai coruja, ouviu a música e aprovou o trabalho do filho, e o jovem afirmou que não descarta as chances de fazer alguma parceria com o pai no futuro.

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Solimões falou sobre o filho no ano passado

O cantor Solimões, da dupla Rionegro e Solimões usou as redes sociais para fazer um desabafo, após tornar público a orientação sexual do seu filho.

Foi o próprio Solimões que recebeu a noticia do filho Gabriel da confirmação daquilo que ele sempre soube. A mãe e a irmã, Caroline, 26, só souberam dois meses depois.

Saber da boca do meu filho que ele é gay tirou um peso das minhas costas. Porque não queria que ele se mudasse para São Paulo (a família mora em Franca, interior de SP) sem me contar algo que sempre soube. Não queria que tivesse uma barreira entre nós, que isso impedisse a gente de conversar abertamente. Quero viver em paz e não viveria se houvesse uma barreira entre o meu filho e eu. Nem eu imaginava que ia saber lidar tão bem com isso. Estou feliz pelo Gabriel“, desafabou o sertanejo.

Ainda “assustado” com a repercussão de sua relação com o pai nas mídias, Gabriel alerta que isso não deveria ser assunto, mas como a homofobia ainda é grande o choque acaba sendo inerente. “As pessoas estão elogiando e enaltecendo algo que deveria ser normal. Estão elogiando a postura do meu pai porque, infelizmente, não tratam a homossexualidade com algo comum. Por que um gay afeminado como eu não poderia ser filho de um sertanejo raiz?Deveríamos ter esse apoio todos os dias, com todos“, afirmou o jovem em entrevista ao UOL.

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De acordo com Solimões, a conversa entre pai e filho ocorreu quando o jovem tinha 16 anos e partiu de Solimões a iniciativa de romper barreiras com o caçula e garantir que ele teria apoio.

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