Nova gravadora promete movimentar o mercado da música sertaneja

No último dia 27 de julho foi lançada a gravadora ONDA, que será comandada pelos executivos Wilsinho Anastácio e Guga da Live Talentos e José Eboli ex-presidente da Universal Music

O lançamento da gravadora ONDA foi oficializada no dia 27 de julho, durante a gravação do DVD da dupla sertaneja Edson e Hudson, os primeiros integrantes do casting. Independente da Live, o foco no digital será uma característica da Onda.

O Movimento Country conversou com exclusividade com um dos sócios da gravadora, José Eboli, um dos mais experientes profissionais do mercado fonográfico e responsável pelo reconhecimento de grandes nomes da música sertaneja como Jorge e Mateus, João Bosco e Vinicius, César Menotti e Fabiano, Paula Fernandes entre outros.

Durante a conversa Eboli contou como surgiu a ideia de montar a sociedade, quais serão os critérios para a escolha do casting e também falou sobre a importância da escolha de um bom repertório antes de gravar um CD. Confira abaixo a entrevista exclusiva.

Movimento Country – Como surgiu a ideia de montar a gravadora?

Eboli – Já conhecia o Guga e o Wilsinho da época da gravadora, mas a ideia surgiu durante um almoço em São Paulo, após eu cumprir a cláusula de carência da Universal Music. Foi neste encontro que detectamos uma lacuna no mercado para artistas consolidados que estavam sendo deixados de lado nas grandes Majors e também um espaço para uma empresa que tenha uma visão maior na produção de conteúdo.

Movimento Country – Quais são os critérios para um artista fazer parte da “Onda”?

Eboli – Nós queremos ter artistas que a gente acredite, e queremos artistas que acreditem na gente. Na música é preciso ter transparência, uma boa prestação de contas, um trabalho contínuo com os artistas. Hoje contamos com a estrutura da Live que possui três estúdios, somos uma editora e vendemos shows. É uma grande opção para o mercado do entretenimento. Somos uma opção que fica entre as multinacionais e as agregadoras.

Movimento Country – O que é mais importante para o artista: a divulgação ou o repertório?

Eboli – É e sempre foi o repertório. O A&R (Artista e Repertório) vem sempre antes do marketing. Um bom repertório é que define o que o artista será lá na frente. Não adianta o artista gravar um DVD mirabolante, cheio de recursos com um custo milionário se não tem um bom repertório para chamar a atenção. Funciona assim para o rádio, show, TV e gravadoras. Este é o segredo.

Movimento Country – Você foi um dos responsáveis pela revelação de muitos dos atuais fenômenos da música sertaneja. Como você vê o futuro da música sertaneja.

Eboli – Mesmo com a acomodação do mercado a música sertaneja continua em ascendência. Mesmo que outros segmentos apareçam o espaço do sertanejo sempre estará garantido. Quando o samba e o axé dominaram as rádios a música sertaneja sempre esteve presente e permanece até hoje por ser o movimento mais organizado musicalmente. Os sertanejos se profissionalizaram.

No final da entrevista Eboli também falou sobre o novo trabalho da dupla Edson e Hudson que será lançado em breve. “Escolhemos um repertório de primeira. Mais de sete mil pessoas acompanharam a gravação cantando todas as músicas. Acredito com começaremos com o pé direito com o nosso primeiro lançamento”.

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