Matheus e Kauan são alvo de processo movido por Marcos Araújo, que cobra cerca de R$ 8 milhões por supostos shows não realizados.
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Seguir no GoogleA dupla sertaneja Matheus e Kauan entraram no centro de uma disputa judicial milionária que promete ferver os bastidores do sertanejo.
Matheus e Kauan estão sendo processados pelo ex-empresário Marcos Araújo, da AudioMix, em uma ação que cobra cerca de R$ 8 milhões. O caso envolve um acordo de rescisão contratual e 45 shows previstos.
Segundo a ação, o produtor musical afirma que a dupla deixou de cumprir apresentações que teriam sido combinadas em 2021 como forma de indenização pelo fim do contrato de agenciamento.
A briga chama atenção pelo valor, pelos nomes envolvidos e pelo histórico da relação entre artistas e empresário, que já foi um dos mais influentes do mercado sertanejo.
Matheus e Kauan são cobrados por shows não feitos
A disputa envolvendo Marcos Araújo teria começado após o fim da parceria profissional com Matheus e Kauan, depois de dois anos e três meses de agenciamento exclusivo.
Como parte do acordo de rescisão, a dupla teria se comprometido a realizar 45 shows ao longo de quatro anos. A divisão prevista seria de 10 apresentações em 2021, 10 em 2022, 12 em 2023 e 13 em 2024.
Esses shows, segundo a versão do empresário, aconteceriam em eventos promovidos por ele, como VillaMix, BBQ Mix ou outros festivais ligados à sua estrutura empresarial.
O ponto explosivo está na conta final. Marcos afirma que apenas seis apresentações foram realizadas entre 2021 e 2024. Por isso, cobra a conversão dos 39 shows restantes em dinheiro.
À época, cada show não realizado teria sido convertido em R$ 200 mil. Atualmente, segundo a ação, o valor estimado de cada apresentação estaria na casa dos R$ 500 mil.
A cobrança inclui os supostos shows pendentes, honorários advocatícios e possível indenização por perdas e danos. Ou seja: a conta pode ficar ainda mais salgada.
Processo de R$ 8 milhões tem versão da dupla
O processo de R$ 8 milhões não tem apenas a versão do ex-empresário. Em resposta a uma notificação extrajudicial enviada em novembro de 2025, a defesa de Matheus e Kauan apresentou outro lado da história.
Os advogados da dupla alegaram que não havia possibilidade de cumprir o acordo porque eventos citados para receber as apresentações, como VillaMix e BBQ Mix, teriam sido descontinuados pelo próprio empresário.
A defesa também sustentou que Marcos Araújo e a empresa representada por ele não teriam demonstrado interesse em utilizar todos os shows dentro dos prazos combinados.
Outro ponto levantado envolve o VillaMix de 2024. Segundo a versão dos artistas, a equipe não teria recebido tempo hábil nem informações necessárias para realizar a apresentação.
Por isso, a defesa afirma que devem ser contabilizados sete shows realizados, e não apenas seis, como aponta o ex-empresário.
Até a publicação da notícia original, a dupla e Marcos Araújo ainda não haviam se manifestado publicamente sobre o processo. Como a ação está em andamento, caberá à Justiça analisar documentos, prazos, valores e responsabilidades.
Matheus e Kauan agora enfrentam uma disputa que mistura bastidor empresarial, contrato milionário, festivais sertanejos e uma pergunta perfeita para incendiar a web: quem vai pagar a conta desses 45 shows?
