Cachê de Gusttavo Lima na Mega da Virada tem sigilo de 100 anos | Movimento Country

Cachê de Gusttavo Lima na mega da virada teve sigilo de 100 anos

Por Hedmilton Rodrigues

O cantor sertanejo Gusttavo Lima protagonizou no final do ano passado o comercial da Mega da Virada, mas teve seu cachê ocultado por sigilo de 100 anos a pedido de Bolsonaro.

cachê da mega da virada

No ano passado, Gusttavo Lima foi escolhido para ser o garoto-propaganda da Mega da Virada, que sorteou mais de R$300 milhões e teve dois ganhadores que levaram mais de R$162 milhões cada um.

decreto

sigilo de 100 anos

Para esta ação, de acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, a Caixa desembolsou mais de R$10 milhões na campanha, no entanto o cachê que o cantor sertanejo recebeu por esta ação, teve o sigilo de 100 anos decretado a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Apoiador convicto do presidente presidente da república, o cantor ignorou a recomendação de isolamento diversas vezes durante o período da pandemia, inclusive pressionando os governos para a liberação dos shows, mas calou-se quando o assunto era vacinação.

apoio de gusttavo lima a bolsonaro

Desde 2018, Gusttavo Lima é apoiador convicto de Jair Bolsonaro. Em ambas as eleições que o político concorreu, o astro sertanejo mobilizou os fãs para votarem em Bolsonaro e gerou polêmica.

apoio a bolsonaro

encontro polêmico

Em outubro deste ano, Gusttavo Lima se reuniu com Bolsonaro e outros sertanejos e se dispôs a cobrar atitudes do Presidente caso ele fosse reeleito, além de mobilizar suas redes sociais em campanha a ele, o que não funcionou.

Vale lembrar que Gusttavo Lima é um dos nomes investigados por receber cachês superfaturados e sem licitações realizados por prefeituras de diversos estados do Brasil.

cuiabano lima também teve sigilo decretado

O governo federal impôs sigilo sobre o valor de cachê pago pela Caixa Econômica Federal ao locutor de rodeios Andraus Araújo de Lima, o Cuiabano Lima. Amigo de Jair Bolsonaro, o artista protagoniza a campanha do auxílio emergencial desde maio deste ano.

A informação foi revelada pelo Brasil de Fato a partir de matéria do Congresso em Foco, que mostrou que em 2020, Cuiabano recebeu R$ 36 mil para estrelar outra campanha da Caixa,  a da Mega Sena da Virada.

De acordo com resposta do banco enviada ao Brasil de Fato via Lei de Acesso à Informação (LAI), ”o contrato de direito de uso de imagem prevê o caráter sigiloso do valor do cachê". O banco explicou ainda que a decisão é respaldada ”juridicamente em virtude do interesse estratégico relacionado à campanha publicitária realizada". Segundo o site, o valor do cachê deixará de ser sigiloso 90 dias após a contratação do artista, mas a Caixa não informa a data do acordo.

ficou sabendo?

Saiba todos os detalhes dessa polêmica clicando no link abaixo.