Mayck & Lyan lançam No Jeitão da Madeira Vol. 01 com Eduardo Costa, viola caipira e Desatino, abrindo fase forte no sertanejo de raiz para fãs hoje no país.
Mayck & Lyan decidiram cutucar a memória afetiva do sertanejo e chamar Eduardo Costa para jogar gasolina nessa fogueira raiz.
Mayck & Lyan lançaram “No Jeitão da Madeira Vol. 01”, projeto que chegou às plataformas digitais em 18 de junho e marca uma nova fase para os irmãos. O lançamento também conversa com a força de Eduardo Costa no universo sertanejo.
Gravado ao vivo em Sorocaba, no interior de São Paulo, o álbum aposta em clima de show, viola caipira e repertório pensado para quem sente falta de um sertanejo mais orgânico.
O primeiro volume disponibiliza quatro músicas e abre caminho para uma série maior. Ao todo, o projeto deve reunir 13 faixas, com releituras e interpretações que tentam unir tradição e linguagem atual.
A faixa que mais chama atenção é “Desatino”, justamente pela participação de Eduardo Costa. A presença do cantor coloca o lançamento em outro patamar de curiosidade para fãs do sertanejo romântico e de raiz.
A proposta de Mayck & Lyan é clara: revisitar a essência da música sertaneja sem soar como peça de museu. A dupla quer preservar a madeira, mas com verniz novo.
Mayck afirmou que o objetivo é mostrar a essência da dupla de maneira atual, com gravação ao vivo, interação com o público e interpretações emocionantes.
Essa fala resume bem o espírito do disco. Não é apenas lançar música. É reafirmar identidade em um mercado onde muita gente corre atrás de tendência e esquece a própria raiz.
Mayck & Lyan apostam em Eduardo Costa e viola caipira
O convite a Eduardo Costa não parece casual. O cantor tem uma relação forte com o sertanejo tradicional e carrega um público que valoriza interpretação, modão e romantismo sem muito enfeite.
Em “Desatino”, essa presença funciona como ponte entre gerações. De um lado, Mayck & Lyan, conhecidos pela ligação com a viola e pela trajetória iniciada ainda na infância. Do outro, Eduardo, nome popular e dono de uma assinatura vocal reconhecível.
O resultado mira fãs que querem sentir a canção, não apenas consumir refrão de aplicativo. É música para quem ainda gosta de ouvir viola respirando no arranjo.
Ao longo da carreira, Mayck & Lyan construíram uma imagem ligada ao respeito pela música caipira. Essa base aparece novamente no novo trabalho, mas com produção pensada para o público atual.
A trajetória de Mayck & Lyan no sertanejo ajuda a entender por que esse projeto faz sentido. A dupla sempre dialogou com referências clássicas e com a defesa da tradição.
O disco também chega em um momento em que o sertanejo vive duas forças ao mesmo tempo. De um lado, hits urbanos, virais e colaborações pop. Do outro, uma saudade crescente do som de viola, da segunda voz e da interpretação mais rasgada.
É nesse espaço que “No Jeitão da Madeira” tenta entrar. O nome já entrega a intenção: algo cru, firme, sem perder calor humano.
O Movimento Country também já destacou versões sertanejas que marcaram gerações, um território onde releitura só funciona quando existe respeito pela canção original.
Para os fãs, a expectativa agora é saber como os próximos volumes vão expandir essa proposta. O primeiro lançamento deixa a impressão de que a dupla quer construir um projeto de fôlego, não apenas soltar músicas avulsas.
O mercado sertanejo deve observar com atenção. Quando um álbum de raiz ganha participação de Eduardo Costa e aposta em gravação ao vivo, existe chance real de furar a bolha da nostalgia.
Mayck & Lyan chegam com viola, público na gravação e uma participação que pesa. Se “Desatino” pegar, “No Jeitão da Madeira” pode virar o destaque raiz que o sertanejo precisava neste momento.
