Embalada por Marília Mendonça em “Pantanal“, Maria Bruaca, personagem de Isabel Teixeira, ganha o amor do Brasil e milhares de fãs na internet
Eu confesso que gostaria de esperar mais alguns dias para escrever esse artigo na minha coluna, justamente para ver como ser o andamento da novela, mas não tem jeito… eu estou apaixonado pela Isabel Teixeira… quer dizer, pela Maria Bruaca! Espera, por que não pelas duas?
“Pantanal” tem sido o meu vício diário (e de milhões de brasileiros) e essa é a minha personagem favorita da novela. Maria Bruaca, ou Mary Bru, que é o seu apelido entre os jovens do Twitter, fez a alegria dos telespectadores ao longo dessa semana com a sua libertação de Tenório (Murilo Benício) em “Pantanal”.
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Na trama, Maria Bruaca descobre que o marido tem uma segunda família em São Paulo: uma esposa e 3 filhos, e que suas longas viagens a negócios servem como disfarce para passar alguns dias por lá. A partir deste momento, a personagem passa por uma reviravolta e decide deixar de ser “bruaca”, apelido que o próprio marido a deu, e se liberta de suas amarras, começando finalmente a viver a própria vida.
Nesse meio tempo, ela passa a se envolver em um caso secreto com Alcides, o peão da fazenda, e esse caso a passos lentos está sendo a coisa mais gostosa de assistir. A personagem me encantou de um jeito que eu paro tudo que estiver fazendo para apreciar toda e qualquer cena em que ela aparece.
Para mim, a cena mais especial de todas (até aqui) é quando Maria Bruaca sai de casa pela primeira vez para desfrutar das belezas do Pantanal. Naquela tarde pantaneira de sol quente, ela anda de barco, aprecia o rio, solta seus cabelos e se emociona enquanto passeia ao som de “Ribanceira”, de Chico Chico. A trilha sonora de “Pantanal” é maravilhosa e funcionou super bem aqui.
As cenas seguintes são tão emocionantes quanto essa: Maria passeia pela “prainha” do Pantanal descalça, enquanto exclama que nunca se sentiu tão livre em toda sua vida. Recebe um elogio de Alcides e retribui com um beijo. Depois, aproveita a areia que se juntou por ali e brinca, sorri, explora sua liberdade. A primeira vez em décadas de existência.
Ver a personagem de Isabel Teixeira assim, tão feliz, me deixou com o coração quentinho. Confesso que me emocionei com essa liberdade que tanto desejei para uma personagem tão sofrida e humilhada. Mas por que simpatizamos tanto com Maria Bruaca e torcemos tanto assim pela sua felicidade?
Vemos tantas “marias bruacas” por aí todos os dias, deixando sua felicidade de lado para se dedicarem a relacionamentos infelizes… Nessas encolhas, passam a vida toda sendo usadas, maltratadas e servindo como objetos nesse mundo machista. Muita gente pode até acreditar que esse tipo de relacionamento não existe mais na atualidade, mas é mais comum do que imaginamos.
E eu não sou o único a torcer por Maria Bruaca não, viu. Basta uma passeada na hashtag #Pantanal no Twitter para vermos a personagem sendo aclamada por todos os tipos de público que vibram pela sua libertação e cada passo diferente que ela dá, seja uma cavalgada entre os campos do bioma ou uma visita à Filó na casa do Zé Leôncio. Inclusive, como eu citei lá em cima, ela já ganhou até um apelido carinhoso na rede social que eu amei: Mary Bru.
Recentemente, falamos aqui no Movimento Country que a trilha sonora escolhida para Maria Bruaca (“Deprê”, da Marília Mendonça) poderia indicar um destino diferente para a personagem no remake, já que a nossa eterna rainha da sofrência cantava muito sobre a força da mulher e independência sem necessariamente precisar de um homem para isso. Será que poderemos ser surpreendidos?
Eu sei poucos detalhes da primeira versão de “Pantanal” e estou preferindo me manter assim, já que gosto de ser surpreendido pelos acontecimentos da novela, e não preciso dizer mais uma vez o quanto torço muito pela vitória da personagem (e sei que ela virá, do seu jeito, mas virá). Só gostaria de agradecer a Isabel Teixeira pela atuação impecável e pelo trabalho incrível em retratar uma mulher tão necessária e inspiradora para outras mulheres.
Maria Bruaca é gigante.
