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Home»Notícias Sertanejas»Sula Miranda não se cala e joga verdade na mesa sobre Simone Mendes
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Sula Miranda não se cala e joga verdade na mesa sobre Simone Mendes

Hedmilton RodriguesBy Hedmilton Rodrigues19 de julho de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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Sula Miranda não se cala e joga verdade na mesa sobre Simone Mendes
Sula Miranda não se cala e joga verdade na mesa sobre Simone Mendes
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Veterana explicou sugestão para Simone gravar músicas românticas, reafirmou que não gosta de sofrência e negou rivalidade entre as cantoras.

Sula Miranda decidiu esclarecer a repercussão de suas críticas ao repertório de Simone Mendes e afirmou que sua fala nunca teve a intenção de criar uma briga no sertanejo. A cantora, conhecida como Rainha dos Caminhoneiros, voltou ao assunto durante entrevista ao Intervenção Podcast, apresentado por Roger Turchetti.

O comentário que gerou debate surgiu quando Sula sugeriu que Simone Mendes poderia explorar canções românticas em sua trajetória solo. Para a veterana, a voz da ex-integrante de Simone & Simaria teria força para interpretar músicas sobre relações felizes e histórias de amor bem-sucedidas.

Na nova entrevista, a cantora sertaneja Sula Miranda reforçou a admiração que tem pela colega. “Acho ela uma das vozes mais bonitas do sertanejo atual”, afirmou. Ao mesmo tempo, deixou claro que mantém a opinião de que Simone poderia apresentar outra faceta artística ao público, sem abandonar necessariamente a linha que já consolidou desde o fim da dupla com Simaria.

O episódio colocou duas visões diferentes do sertanejo feminino em evidência. De um lado, Sula Miranda defende um repertório mais romântico e positivo. Do outro, Simone Mendes segue como uma das principais intérpretes da sofrência, vertente que transforma dor, despedida e desilusão em grandes sucessos populares.

Por que Sula Miranda sugeriu mudança de repertório?

Segundo Sula, o comentário surgiu da percepção de que Simone vive uma realidade pessoal diferente das histórias retratadas em muitas de suas músicas. Casada com Kaká Diniz e mãe de dois filhos, a sertaneja poderia, na avaliação da Rainha dos Caminhoneiros, gravar faixas mais ligadas ao amor estável e à felicidade familiar.

A sugestão foi feita inicialmente em participação no podcast Kaka Pod. Na ocasião, Sula questionou por que Simone continuava interpretando letras de sofrimento amoroso mesmo vivendo uma fase pessoal considerada positiva. A fala dividiu opiniões porque encostou em um ponto central da música popular: artistas não precisam cantar apenas o que vivem.

Na entrevista mais recente, Sula tentou reduzir a temperatura da discussão. Ela afirmou que cada artista tem autonomia para escolher a própria carreira e reconheceu que Simone encontrou uma fórmula que dialoga diretamente com o público sertanejo.

Para a veterana, a proposta nunca foi impor um caminho. O desejo seria ouvir Simone em músicas românticas porque ela enxerga na cantora um timbre poderoso, capaz de dar outra dimensão a esse tipo de composição. Sula também relatou que chegou a brincar com Simone nos bastidores do Altas Horas, dizendo que ainda gostaria de vê-la cantando uma canção de amor feliz.

A declaração que circulou nas redes, com uma brincadeira sobre não levar a crítica “para o coração”, reforçou o tom descontraído adotado por Sula. Apesar da repercussão, ela não apontou nenhum conflito pessoal com Simone Mendes.

Sofrência é escolha artística e estratégia de carreira

Silva Miranda  (Divulgação)
Silva Miranda (Divulgação)

A discussão levantada por Sula Miranda não é apenas sobre gosto musical. A sofrência se tornou uma das linguagens mais fortes do sertanejo contemporâneo, especialmente entre as vozes femininas. O estilo trabalha com frustração, ciúme, recaída, traição e superação, assuntos que criam identificação imediata com milhões de ouvintes.

Simone Mendes construiu a carreira solo justamente a partir dessa conexão emocional. Depois do fim da dupla com Simaria, ela emplacou faixas como “Erro Gostoso” e “Dois Tristes”, canções que ajudaram a manter sua presença em rádios, plataformas digitais, festas de peão e grandes festivais.

Em encontro posterior entre as duas no palco do Altas Horas, Simone explicou que suas letras não são necessariamente autobiográficas. A artista defendeu que interpreta histórias capazes de alcançar o sentimento do público e resumiu sua posição ao dizer que “o povo ama a sofrência, a dor na alma”.

A resposta foi direta, mas não agressiva. Simone deixou claro que continuará apostando em um repertório que tem resultado comercial e afetivo, enquanto Sula reconheceu que a sertaneja está no direito de conduzir a carreira da maneira que considera mais adequada.

Essa é uma característica antiga da música sertaneja. Canções de desilusão, saudade e amores interrompidos já apareciam nas modas de viola e no sertanejo romântico décadas antes da expressão sofrência se popularizar. O que mudou foi a escala: hoje, esse sentimento também movimenta vídeos curtos, playlists, tendências e estratégias de lançamento.

Há briga entre Sula Miranda e Simone Mendes?

Até o momento, não há sinal de uma briga confirmada entre Sula Miranda e Simone Mendes. O que existe é uma divergência pública de visão artística, seguida por declarações de respeito entre as duas cantoras.

Sula não retirou a opinião sobre a preferência por músicas românticas, mas fez questão de elogiar a voz e a interpretação de Simone. Já a sertaneja não mudou sua direção musical, porém explicou que as faixas de sofrimento fazem parte de uma escolha profissional e de uma demanda real de seu público.

A repercussão mostra como o sertanejo continua sendo um gênero aberto a disputas estéticas. Há ouvintes que procuram músicas para celebrar relações felizes, enquanto outros encontram conforto justamente em letras sobre fim de namoro, distância e recomeço. Nenhuma dessas vertentes elimina a outra.

Para Sula Miranda, o amor feliz merece mais espaço nos alto-falantes. Para Simone Mendes, a sofrência continua tendo lugar garantido porque traduz dores que o público reconhece. No fim, o debate expõe duas formas legítimas de olhar para a música sertaneja, sem evidência de rivalidade pessoal entre as artistas.

destaque Sila Miranda Simone Mendes
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Hedmilton Rodrigues
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Hedmilton Rodrigues é fundador e sócio do portal Movimento Country, jornalista e especialista em música sertaneja. Desde 1999, acompanha de perto o mercado musical brasileiro, cobrindo lançamentos, bastidores, artistas, negócios da música e as principais transformações do segmento sertanejo no Brasil. Com mais de duas décadas de experiência, assina conteúdos com análise, contexto e conhecimento de mercado, fortalecendo a credibilidade das notícias publicadas no portal.

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