Jair Bolsonaro estaria tentando ganhar apoio público de Wesley Safadão após falas polêmicas contra o Nordeste, mas estaria sendo ignorado pelo cantor
O segundo turno das eleições acontece em menos de 2 semanas e todo assunto envolvendo política tem gerado forte polarização. Com uma disputa cada vez mais incisiva entre Lula e Bolsonaro, os sertanejos estão escolhendo seus lados e a maioria tende a partir para o lado da direita. Neste grupo de apoio estão nomes como Gusttavo Lima, Leonardo e Amado Batista, mas, ao que tudo indica, outro grande nome da música sertaneja tem se recusado a apoiar Bolsonaro: Wesley Safadão.
Segundo informações do colunista Lucas Pasin, do UOL, Jair Bolsonaro estaria sondando Wesley Safadão para um apoio no segundo turno. A estratégia do atual presidente seria de se apropriar do seu engajamento nas redes sociais onde, só no Instagram, possui mais de 37 milhões de seguidores. O fato do cantor ser um dos mais famosos e requisitados do Brasil também traria grande impacto para a campanha de Bolsonaro.
Apesar de tais dados, o fato é que Bolsonaro está mirando no público do Nordeste, onde ele perde para Lula com margens gigantescas. Como Wesley Safadão é nordestino e influente na região, este seria o combo perfeito, principalmente após o Presidente ofender o eleitorado local dizendo que eram “analfabetos”.
Para este plano, a ideia era um apoio público de Safadão na última semana no segundo turno, a fim de virar votos para Bolsonaro no último momento, em uma das regiões do país que em que ele mais precisa de apoio – e não está conseguindo.
No entanto, o colunista destaca que os esforços da campanha foram por água abaixo, já que Wesley Safadão simplesmente ignorou Bolsonaro. O cantor ainda não teria concordado com o plano, uma vez que queria se afastar de polêmicas para a gravação do seu novo DVD, que acontece no próximo dia 22 em Caruaru (Pernambuco).
Fato é que o forrozeiro não comentou sobre política neste ano para se desviar de um possível cancelamento e ataque de haters que viriam com a polarização. A reportagem ainda afirma que Safadão foi convidado para um encontro com Bolsonaro na última semana, assim como Chitãozinho, Fernando e Sorocaba, Bruno e Marrone, Leonardo, Zezé Di Camargo, Henrique e Diego, Edson e Hudson e Henrique Castro. No final das contas, ninguém compareceu.
Sertanejos relutam apoio a Bolsonaro após polêmicas
Em ano de eleição tudo é possível, até mesmo ex-aliados de Jair Bolsonaro se afastarem após pesquisas mostrarem rejeição ao Presidente. O primeiro artista que demonstrou publicamente seu arrependimento foi Eduardo Costa, que chegou a revelar ao jornalista Leo Dias que o seu posicionamento político lhe causou um prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.
Mas além dele, Zé Neto e Cristiano tentam limpar a sua imagem perante o público após a desastrosa declaração sobre a Lei Rouanet, que expôs o escândalo dos cachês milionários pagos por prefeituras a artistas como Gusttavo Lima, Wesley Safadão e outros, com verba que deveria ser destinada a saúde e a educação.
Outro que está tomando muito cuidado com seu posicionamento político é Gusttavo Lima, que já se mostrou íntimo da família Bolsonaro após postar uma foto na piscina ao lado de Jair Renan, em 2019. O marido de Andressa Suita rescindiu contrato milionário com um frigorífico bolsonarista e tem evitado falar de política.
Artistas como Bruno e Marrone e Sérgio Reis mantém o seu posicionamento de apoio ao atual presidente. Mas com a derrota eminente mostrada pelas pesquisas eleitorais a grande parte dos artistas prefere se manter calado para não criar polêmica junto à sua base de fãs
Gusttavo Lima, Eduardo Costa e Zé Neto e Cristiano, nomes citados aqui, ainda mantém seu apoio político a Bolsonaro, mas há de se levar em consideração a forma com que este apoio está vindo: muito timidamente, com uma declaração ou outra em shows e redes sociais.
Não há mais campanha massiva como ocorreu em 2018, e muito disso é o medo do cancelamento – embora o público sertanejo seja majoritariamente apoiador de Bolsonaro. Ainda assim, ainda há muita gente contra este governo, e os sertanejos sabem que a campanha massiva poderia os prejudicar, e muito.
